
O Marrocos está construindo uma arena que promete entrar para a história do futebol mundial. Batizado de Grand Stade Hassan II, o estádio terá capacidade para 115 mil espectadores, tornando-se o maior do mundo quando for inaugurado. A expectativa é que a obra seja concluída em 2028, dois anos antes da Copa do Mundo de 2030.
Embora a Fifa ainda não tenha definido o local da decisão do torneio, o governo marroquino trabalha para que a nova arena receba a final da competição, que será organizada em parceria com Espanha e Portugal e que terá jogos na Argentina e Uruguai.
O estádio está sendo erguido entre as regiões de El Mansouria e Benslimane, próximas à cidade de Casablanca. O projeto arquitetônico foi inspirado nas tradicionais tendas utilizadas nos moussems, encontros culturais e religiosos realizados no país, unindo elementos da cultura marroquina a um conceito moderno de infraestrutura esportiva.
O investimento previsto é de cerca de US$ 500 milhões. Parte significativa dos recursos será aplicada na etapa final da construção, executada por empresas locais. O financiamento reúne recursos do governo do Marrocos e de uma instituição financeira pública do país.
Além de receber grandes competições internacionais, a arena deverá se tornar a casa da seleção marroquina, fortalecendo o futebol nacional e ampliando a capacidade do país para sediar eventos esportivos de grande porte.
O estádio faz parte de um plano muito mais amplo de preparação para a Copa de 2030. O Marrocos estima investir aproximadamente US$ 6 bilhões em infraestrutura, incluindo a modernização de aeroportos, rodovias, ferrovias, hotéis e centros urbanos.
Entre os principais projetos estão as ampliações dos aeroportos, que receberão a maior parcela dos investimentos. O objetivo é ampliar a capacidade para receber até 26 milhões de turistas por ano até 2030, além de expandir a rede hoteleira com milhares de novos leitos.
A estratégia ganhou força após a realização da Copa Africana de Nações de 2025/2026, considerada um teste para a organização do Mundial. O evento impulsionou a economia marroquina, estimulou o turismo, gerou empregos e acelerou a execução de obras que servirão de legado para a Copa de 2030.
Caso seja escolhido pela Fifa para sediar a decisão do torneio, o Grand Stade Hassan II consolidará o Marrocos como um dos principais centros esportivos da África e reforçará a posição do país como destino para grandes eventos internacionais.
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