

O ambiente escolar é um local de segurança para uma criança, onde sinais de socorro são interpretados antes mesmo de serem ditos. Em Oeiras do Pará, no Marajó, foi exatamente a sensibilidade de educadores e do Conselho Tutelar que interrompeu um ciclo de violência. O que começou como uma suspeita em sala de aula terminou em uma caçada policial para impedir que um agressor fugisse da justiça.
A operação conjunta "Infância Perdida" prendeu em flagrante um homem suspeito de estuprar a própria sobrinha, uma menina de apenas 3 anos. A prisão ocorreu de forma estratégica no porto da cidade, no exato momento em que o suspeito desembarcava, sendo surpreendido por um cerco formado pelas Polícias Civil, Militar e Penal.
Enquanto uma equipe realizava a captura no porto, outra frente de trabalho focava no cuidado com a vítima, que recebeu atendimento humanizado, sobretudo a "escuta especializada", onde a criança, através de brincadeiras e linguagem infantil, conseguiu confirmar os abusos sofridos.
A investigação foi rápida e detalhada. Além dos depoimentos, exames periciais identificaram lesões que comprovam o ataque. A polícia destacou que o fato de o agressor ser tio da vítima torna o crime ainda mais grave, pois ele utilizou da confiança familiar para cometer o abuso sexual.
Diante das provas, a Polícia Civil solicitou que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva. Ele agora segue custodiado pelo sistema prisional, à disposição da Justiça, enquanto a rede de proteção municipal acompanha o tratamento da criança e de sua família.
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