
O avanço dos processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, continua gerando novos desdobramentos na Justiça brasileira. Entre os casos que chegam à fase final está o de um cirurgião-dentista, morador de Marabá, no sudeste do Pará, condenado por participação direta nos atos de vandalismo.
Vitório Campos da Silva, de 73 anos, teve a prisão definitiva autorizada após esgotar todas as possibilidades de recurso contra a sentença que o condenou a 14 anos de reclusão. A decisão ocorreu depois da rejeição do terceiro recurso apresentado pela defesa, encerrando o processo na última instância do Judiciário.
De acordo com as investigações, o idoso participou da invasão de prédios públicos em 8 de janeiro, sendo identificado em imagens dentro de um dos gabinetes ligados à Presidência da República. Registros feitos por câmeras de segurança e por profissionais de imprensa ajudaram a embasar a responsabilização criminal.
A sentença inclui crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e danos ao patrimônio público e a bens protegidos. A condenação foi definida no ano passado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mesmo com a ordem de prisão expedida, Vitório já cumpria prisão domiciliar desde 2023, condição que deverá ser considerada no cálculo da pena restante. A defesa solicitou que esse período seja descontado do total da condenação, pedido que será analisado pela Vara de Execuções Penais responsável pelo caso.
Morador de Marabá, no Pará, ele agora aguarda a definição do tempo exato que ainda deverá cumprir, enquanto a Justiça conduz os trâmites para o início da execução da pena.
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