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Brasil CRIME SEXUAL

Estudante de medicina é denunciado por importunação sexual em hospital

Aluno teria realizado procedimentos sem consentimento e sem supervisão médica durante plantão em Alfenas.

05/08/2026 às 06h27
Por: Redação Fonte: UOL
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Alexandre Figueiredo chegou a ser preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória e deixou o presídio. | Reprodução/Redes Sociais
Alexandre Figueiredo chegou a ser preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória e deixou o presídio. | Reprodução/Redes Sociais

Unifenas determinou a suspensão cautelar por tempo indeterminado do estudante de medicina Alexandre Fonseca Toledo Figueiredo, de 39 anos. A decisão ocorreu após uma denúncia de importunação sexual feita por uma paciente de 21 anos durante um atendimento no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas, Minas Gerais. O caso, que aconteceu durante um plantão acadêmico, também é alvo de investigação pelo CRM-MG.

De acordo com o relato da vítima, o estudante teria solicitado que ela exibisse suas partes íntimas e realizado contato físico na região genital sem a utilização de luvas e sem autorização. A paciente também afirmou que Alexandre tirou fotografias sem seu consentimento e fez perguntas pessoais que causaram constrangimento. O estudante chegou a ser preso em flagrante na madrugada de segunda-feira, mas obteve liberdade provisória e deixou o presídio no final da tarde do mesmo dia.

O hospital informou que o afastamento do aluno foi imediato assim que a administração tomou conhecimento do ocorrido. A instituição destacou que estudantes não têm autorização para realizar atendimentos desacompanhados de supervisores e que a conduta relatada viola os protocolos assistenciais. A suspensão foi formalizada após um relatório elaborado pela médica responsável pelo plantão confirmar a gravidade dos fatos.

A defesa do estudante se manifestou sobre o episódio. O advogado Jorci Caetano falou sobre a conduta de seu cliente. “Alexandre não sabia que o exame deveria ser realizado apenas com a presença e o acompanhamento de um médico supervisor”, afirmou o advogado. A defesa sustenta que o aluno agiu por desconhecimento das normas e não com a intenção de cometer irregularidades.

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