

Depois de um longo julgamento marcado por debates entre acusação e defesa, a Justiça definiu a sentença de um dos casos de trânsito que mais repercutiram em Belém nos últimos anos. O motorista acusado de provocar o acidente, na avenida Nazaré, em 2021, de Renata Corrêa e a filha, Maria Luiza, de apenas dois anos, foi condenado, mas os jurados entenderam que não houve intenção de matar.
A decisão foi anunciada após mais de nove horas de sessão. Por maioria dos votos, o Conselho de Sentença acolheu o argumento apresentado pela defesa e afastou a tese de homicídio doloso, quando o autor assume o risco ou tem a intenção de provocar a morte. Com isso, o crime passou a ser enquadrado como homicídio culposo, caracterizado pela ausência de intenção de matar.
Com a nova classificação jurídica, Allan Henrique das Chagas Rocha recebeu pena de três anos e sete meses de reclusão. Além da condenação criminal, ele também foi impedido de dirigir pelo mesmo período da pena, ficando sem autorização para obter ou manter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O julgamento colocou um ponto final em um processo iniciado após o grave acidente registrado em agosto de 2021, na Avenida Nazaré. Conforme apontaram as investigações, o veículo conduzido por Allan trafegava em velocidade elevada quando colidiu contra o carro em que estava uma família.
Durante o julgamento, os jurados analisaram provas reunidas no processo, ouviram os argumentos das partes e avaliaram as circunstâncias que antecederam o acidente. A principal discussão girou em torno da conduta do motorista e da caracterização do crime, tema que acabou definindo o resultado final da sessão.
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