
O site oficial do Clube do Remo continua fora do ar após sofrer um ataque hacker na noite de sábado (8). A invasão aconteceu em meio à repercussão das declarações do presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, sobre o atacante Neymar. Na tarde deste domingo (9), o portal ainda não havia sido completamente restabelecido e exibia apenas a informação de que está “em construção”.
Durante a invasão, os criminosos substituíram o conteúdo original do site por uma montagem envolvendo Tonhão e Neymar, acompanhada de mensagens de críticas ao presidente azulino e provocações ao Paysandu, principal rival do Remo. O ataque ocorreu dias depois de Tonhão chamar Neymar de “vagabundo” em uma entrevista. A declaração teve ampla repercussão nas redes sociais e acabou sendo citada no conteúdo inserido pelos invasores.
No endereço oficial do clube, os invasores publicaram uma montagem com imagens de Neymar e Tonhão. A mensagem fazia referências ao posicionamento político do jogador e criticava a declaração do presidente do Remo. O grupo se identificou como “Umbrella Gang” e deixou assinaturas com diferentes nomes. O hacker ainda manda um “salve” para o Paysandu, maior rival do clube remista.
A mensagem, que continha diversos palavrões e ofensas, foi retirada minutos depois. Em seguida, permaneceu no portal apenas a montagem acompanhada de uma mensagem na qual os invasores afirmavam ter realizado o ataque e voltavam a provocar o Remo. Posteriormente, o conteúdo também foi removido e o site passou a exibir somente o aviso de que está “em construção”.
A retirada das mensagens deixadas pelos hackers não significa, necessariamente, que o ambiente esteja totalmente seguro. Antes de colocar o portal novamente no ar, a equipe responsável precisa verificar se houve alterações em arquivos, banco de dados ou contas administrativas. Também é necessário identificar a vulnerabilidade utilizada para acessar o sistema.
Caso a falha não seja corrigida, existe o risco de uma nova invasão mesmo depois da recuperação do site. Entre as medidas recomendadas estão a restrição dos acessos ao ambiente comprometido, a preservação de registros que possam ajudar na investigação e a revisão das permissões existentes. Senhas e chaves de acesso relacionadas à hospedagem, painel administrativo, FTP, banco de dados e demais plataformas utilizadas pelo clube também devem ser alteradas.
Caso o Remo tenha um backup realizado antes do ataque e considerado seguro, o arquivo poderá ser utilizado para restaurar uma versão anterior do portal. A recuperação, porém, deve ser feita somente após a identificação e correção da vulnerabilidade que permitiu a invasão. Caso contrário, o problema poderá voltar a ocorrer.
Também é importante verificar os arquivos e o banco de dados em busca de códigos suspeitos ou outras alterações realizadas durante o ataque. Enquanto o trabalho de análise e recuperação não é concluído, o site oficial do Remo permanece indisponível para os usuários, agora apresentando apenas o aviso de que a página está “em construção”.
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