

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da tirzepatida, comercializada como Monjaro, para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil.
A decisão amplia a indicação do medicamento que já era autorizado para adultos com a doença e também utilizado no controle de peso em situações específicas.
Com a nova liberação, o Mounjaro se torna o primeiro fármaco da classe dos agonistas duplos dos receptores GIP/GLP - 1 aprovado para uso pediátrico no país. Esses medicamentos atuam diretamente em hormônios ligados ao controle da glicose e do apetite, contribuindo para a redução dos níveis de açúcar no sangue e, em alguns casos, do peso corporal.
Atualmente, cerca de 213 mil adolescentes convivem com diabetes tipo 2 no Brasil, além de mais de 1,4 milhão em condição de pré-diabetes.
Na prática, a nova indicação permite que médicos considerem a tirzepatida como alternativa em situação em que outros tratamentos não apresentaram resultados satisfatórios no controle da glicemia. Ainda assim, o uso deve ser individualizado e acompanhado por especialidades dessa faixa etária.
A aprovação da Anvisa foi baseada em um estudo clínico internacional de fase 3, publicado na revista científica The Lancet.
Entre os efeitos adversos observados em crianças e adolescentes estão sintomas gastrointestinais, como náusea, diarreia e vômito. Em geral, as reações foram classificadas como leves a moderadas e mais frequentes no início do tratamento. O estudo não registrou casos de hipoglicemia grave.
A diabetes tipo 2 é uma condição caracterizada pela resistência do organismo à ação da insulina ou pela produção insuficiente desse hormônio, o que leva ao aumento dos níveis de glicose no sangue. Embora seja mais comum em adultos, a doença tem avançado entre crianças e adolescentes, principalmente devido a fatores como obesidade.
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