
O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), realizou, nesta sexta-feira (15), a entrega de licenças e autorizações ambientais, além da assinatura de convênios voltados para o fortalecimento do desenvolvimento econômico sustentável e da infraestrutura em Paragominas e região.
O governador Helder Barbalho destacou que o evento representa um passo concreto para um novo ciclo de desenvolvimento no Pará.
“Paragominas já é um celeiro do agro no Pará, com pecuária e agricultura de qualidade e capacidade de produzir alimento com excelência. Agora, entramos numa nova etapa, que é transformar nossa produção, agregar valor e diversificar as cadeias produtivas. Isso significa mais empregos, mais renda, mais oportunidades para a nossa gente. O que estamos fazendo aqui é mostrar que é possível conciliar crescimento econômico com sustentabilidade, usando nossas riquezas naturais de forma inteligente. Essa usina, a verticalização da soja, o avanço da piscicultura e a ampliação da energia renovável fortalecem o produtor rural, aumentam a competitividade do Pará e garantem que a população sinta diretamente os benefícios, com mais trabalho e desenvolvimento chegando a todas as regiões. Queremos um estado que produza mais, exporte mais e, ao mesmo tempo, preserve o meio ambiente e melhore a vida das pessoas”, afirmou.
A vice-governadora Hana Ghassan ressaltou que o investimento representa um marco para o futuro do estado. “Estamos falando de obras estratégicas para melhorar a logística, integrar regiões e impulsionar o desenvolvimento econômico e social. Isso significa mais oportunidades, renda e qualidade de vida para quem vive aqui”, afirmou.
O presidente da Juparanã Comercial Agrícola, Flávio Carminati, destacou que o investimento vai gerar 150 empregos diretos e processar 3 mil toneladas de soja por dia. Segundo ele, o empreendimento marca um avanço para o agro paraense, fortalecendo tanto a agricultura de escala quanto a familiar.
“A partir de agora, a soja que antes era exportada in natura, será processada no próprio Pará, gerando valor agregado e impulsionando novas cadeias produtivas”, afirmou. O processo utilizará energia e vapor produzidos a partir de biomassa — incluindo caroço de açaí — e resultará em produtos como casca e farelo de soja, óleo vegetal e glicerina, insumos para diversos setores. Com a licença de instalação para a usina de biodiesel, a expectativa é que o estado se aproxime da autossuficiência na produção desse combustível renovável, além de exportar cerca de 85% do farelo de soja produzido. Essa integração logística e produtiva fortalece a economia regional, gera emprego e renda e coloca o Pará em posição estratégica no mercado de biocombustíveis e proteína animal”, concluiu.
O produtor rural José Carminati ressaltou que a outorga recebida abre caminho para a expansão da piscicultura em Paragominas e no Pará. Segundo ele, o estado reúne todas as condições para se tornar o maior produtor de pescado do Brasil, e o município pode liderar esse segmento no território paraense.
“Com clima favorável e abundância de água, temos potencial para gerar alimento de alto valor nutricional, emprego e renda, sem emitir CO₂ na atmosfera”, destacou. José frisou que as licenças ambientais são essenciais para o crescimento do setor, defendendo que a piscicultura seja estratégica do Pará, aproveitando todo o seu potencial econômico e ambiental.
As licenças, outorgas e convênios assinados se somam a outros investimentos do governo estadual para modernizar a infraestrutura produtiva de Paragominas, fortalecer a segurança jurídica e estimular parcerias entre o setor público e a iniciativa privada, com foco em um Pará mais competitivo no mercado e ambientalmente sustentável.
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