
Uma adolescente de 15 anos foi torturada pelo “tribunal do crime” na cidade de Parauapebas após um suposto roubo de celular. A violenta agressão foi transmitida ao vivo por uma rede social, evidenciando a gravidade da violência urbana na região.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Militar de Parauapebas após a transmissão de uma live no Instagram, que mostrava as agressões em tempo real em uma rua no bairro Morada Nova.
A banalização da violência urbana ficou tão explícita que os “julgadores” não se preocuparam em ocultar a localização, o que facilitou o trabalho da Polícia Militar. Os agentes cercaram um kitnet na rua Paulo Maranhão, no bairro Morada Nova, após receberem informações no Centro de Controle Operacional (CCO). A ação rápida impediu que a adolescente fosse morta.
De acordo com o relato da ocorrência, assim que o CCO recebeu a informação, determinou que viaturas fossem ao local com urgência, onde a adolescente estava sendo torturada.
Ao chegarem à residência indicada na gravação, os policiais encontraram a jovem e confirmaram a veracidade da denúncia.
Dois suspeitos fugiram ao perceberem a presença da polícia, pulando o muro da residência, e não foram capturados. No entanto, três homens foram presos e encaminhados à Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente. Eles foram identificados como Taylon Silva Souza, de 32 anos, Matheus Silva dos Santos, de 20 anos, e Ian Cesário dos Reis, de 19 anos.
Segundo os suspeitos, a adolescente teria furtado o celular de Matheus Silva dos Santos. Para recuperar o aparelho, um grupo de cinco homens obrigou a jovem a revelar onde o objeto estava escondido.
Ainda de acordo com a ocorrência, a adolescente foi levada para o kitnet, onde foi submetida à tortura como forma de punição. No local, além da vítima, os policiais encontraram uma barra de ferro usada nas agressões, três aparelhos celulares, uma mochila e vinte e três papelotes de maconha.
A adolescente, com vários hematomas pelo corpo, foi encaminhada primeiro ao hospital e, posteriormente, apresentada para depoimento. Os suspeitos e o material apreendido foram encaminhados à delegacia de Parauapebas para a instauração do procedimento.
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