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Crise no Paraguai: manifestantes e polícia entram em confronto

Manifestantes foram recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água em frente ao Congresso.

06/11/2026 às 05h51 Atualizada em 06/11/2026 às 07h04
Por: Redação Fonte: G1
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As manifestações seguem intensas devido a crise política no Paraguai | Reprodução/ABC
As manifestações seguem intensas devido a crise política no Paraguai | Reprodução/ABC

A crise política e financeira que atinge o Paraguai ganhou novos episódios de tensão, nesta quinta-feira (5). Uma manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Assunção, terminou em confronto entre cidadãos e forças de segurança. Policiais utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e veículos com jatos de água para dispersar os participantes.

A confusão começou quando parte dos manifestantes tentou avançar sobre as barreiras montadas para impedir a aproximação do prédio legislativo. Segundo informações da imprensa paraguaia, houve empurrões, agressões e pessoas atingidas pelos gases. Policiais e manifestantes ficaram feridos durante os incidentes.

A mobilização reúne principalmente clientes do Ueno Bank, instituição financeira que entrou em processo de liquidação após uma intervenção do Banco Central do Paraguai. Com o fechamento da instituição, milhões de correntistas ficaram temporariamente sem acesso aos próprios recursos.

Nas ruas, os participantes cobram a devolução do dinheiro depositado e responsabilização dos envolvidos na crise bancária. Também há manifestações contra o presidente Santiago Peña, que passou a enfrentar pedidos de impeachment em meio às acusações de possíveis conflitos de interesse relacionados à instituição financeira.

Crise chegou ao Congresso

A situação se agravou depois que parlamentares apresentaram uma acusação para iniciar o julgamento político de Peña. O presidente anunciou sua renúncia, mas a saída ainda depende de uma decisão do Congresso.

A tentativa de analisar o pedido de renúncia enfrentou dificuldades nesta quinta-feira. Parlamentares governistas deixaram a sessão e impediram a formação do quórum necessário para a votação. Com isso, a análise foi suspensa e Peña permaneceu no exercício da Presidência.

A oposição defende que o processo de impeachment tenha continuidade, enquanto os manifestantes cobram esclarecimentos sobre o destino dos recursos que estavam depositados no banco. A crise também provocou mudanças no cenário político do país, com o afastamento de aliados importantes do presidente e a abertura de investigações envolvendo dirigentes da instituição financeira.

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