

O Pix ganhou uma nova possibilidade de uso para quem precisa fazer um pagamento, mas não tem o valor disponível de imediato: o parcelamento. A opção já é oferecida por bancos e plataformas financeiras, mas não funciona como uma modalidade única e padronizada.
Na prática, o recebedor continua recebendo o dinheiro integralmente, enquanto quem faz a transferência paga o valor posteriormente, dividido em parcelas. Dependendo da instituição, a operação pode utilizar o limite do cartão de crédito ou funcionar por meio de uma linha de crédito própria.
Por isso, antes de escolher essa alternativa, é importante verificar não apenas o número de parcelas, mas também juros, IOF, custo total da operação e quanto do limite de crédito ficará comprometido.
Entre os bancos tradicionais que disponibilizam a modalidade estão Banco do Brasil, Bradesco, Banco Inter, Itaú e Santander. No Banco do Brasil, o cliente pode simular a operação antes da contratação. A oferta depende de limite pré-aprovado, e as condições de juros e prazo variam conforme o perfil e o relacionamento com a instituição.
O Bradesco oferece mais de uma possibilidade. Uma delas utiliza o cartão de crédito e permite parcelamento em até 24 vezes. Também existe uma opção por meio de crédito, cuja liberação passa por análise.
No Banco Inter, o Pix pode ser dividido em até 18 parcelas, com valor mínimo de R$ 5. A operação inclui cobrança de IOF, e as parcelas aparecem na fatura do cliente.
Já no Itaú, o Pix pode ser parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito. O banco permite consultar previamente as condições da operação, mas a contratação depende de aprovação.
O Santander também oferece a modalidade, chamada de “Divide o Pix”. O parcelamento chega a 12 vezes, com contratação mínima de R$ 100 e parcelas a partir de R$ 5. O banco informa ainda a possibilidade de começar a pagar em até 59 dias, conforme as condições apresentadas na operação.
No Nubank, o chamado “Pix no crédito” pode ser parcelado em até 12 vezes. Nesse caso, as parcelas são cobradas no cartão e há incidência de juros e IOF. O Mercado Pago trabalha com duas possibilidades: uma utilizando uma linha de crédito disponibilizada pela plataforma e outra vinculada ao cartão de crédito.
A alternativa pode ser usada tanto para compras quanto para algumas transferências, conforme a modalidade escolhida e o limite disponível. No PicPay, o parcelamento pode chegar a 24 vezes quando utilizado o PicPay Card. Com outros cartões cadastrados e verificados na plataforma, o limite informado é de 12 parcelas.
Também existem alternativas que não dependem necessariamente de um cartão de crédito. A InfinitePay permite o parcelamento para usuários da conta digital, com as parcelas debitadas da própria conta. O prazo para o primeiro pagamento pode chegar a 30 dias, e há opções de vencimentos mensais ou semanais.
A Pagaleve, por sua vez, trabalha principalmente com compras realizadas em lojas parceiras. A empresa permite dividir determinados pagamentos em quatro vezes sem juros, com cobranças quinzenais. Em parcelamentos maiores, de até 12 vezes, podem ser aplicados juros.
Uma diferença importante é que o Pix parcelado oferecido atualmente não corresponde a uma função única e padronizada do sistema Pix. Trata-se de soluções de crédito criadas pelas próprias instituições financeiras.
Isso significa que uma pessoa pode encontrar condições completamente diferentes dependendo do banco ou aplicativo que utiliza. A aprovação também pode depender de análise de crédito, histórico financeiro e limite disponível.
Para o consumidor, a recomendação é olhar o valor final que será pago, e não apenas o tamanho da parcela. Juros, IOF, quantidade de prestações e eventual comprometimento do limite precisam entrar na conta antes da confirmação.
MAIS PROTEÇÃO Nova regra do Pix ajuda a inibir golpes. Entenda!
VEM FOLGA AÍ Feriados de setembro de 2026: veja o calendário e se programe!
GUERRA NO TRÁFICO Megatraficante que rompeu com PCC, “Patrão” é achado morto em presídio federal Mín. 25° Máx. 36°





