

Desde a última semana, a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, tem sofrido com fortes incêndios que deixaram, pelo menos, 24 mortos até o momento. A crise também forçou centenas de milhares de pessoas a abandonar suas residências, não apenas para escapar das chamas, mas também devido à qualidade do ar severamente comprometida na região.
As autoridades estão mobilizadas para conter o fogo, mas também investigam as causas por trás do desastre. Uma mistura cor-de-rosa chamado de “Phos-Check” está sendo usada para conter as chamas nas regiões. Porém, a substancia não agrada os ambientalistas.
Essa semana, várias regiões da cidade ficaram coloridas quando aviões e helicópteros começaram a despejar “Phos-Check” na região onde iniciou os incêndios.
A substância, segundo a Associated Press, é uma mistura de água, fertilizantes e óxido de ferro, que torna a mistura facilmente visível. Ao invés de jogar o Phos-Check direto no fogo, ele é despejado em regiões que o fogo ainda não chegou para impedir que ele se alastre.
De acordo com o Serviço Florestal dos Estados Unidos, os Phos-Check "reduzem a propagação do fogo por meio do resfriamento e do revestimento de combustíveis (matéria orgânica), esgotando o oxigênio do fogo e diminuindo a taxa de combustão do combustível". Basicamente, a mistura afeta quimicamente a vegetação de uma forma que, quando o fogo chega, ele não queima da mesma forma e isso retarda o seu avanço.
Ambientalistas argumentam que a mistura pode afetar o meio ambiente e, em 2022, entraram com um pedido de suspensão do uso do produto. Apesar disso, no mesmo ano a justiça americana decidiu que o Phos-Chek poderia continuar sendo usado.
Mesmo assim, vale dizer que o uso de retardantes sobre águas e habitats de espécies ameaçadas por apresentar perigo para a saúde da vida selvagem. A regra não é válida quando a vida humana ou a segurança pública estão ameaçadas.
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