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Polícia SENTENÇA DE JUSTIÇA

Assassinato de conselheiro do Paysandu: réu pega 15 anos de prisão

Ozimar Silva Brito foi considerado coautor do assassinato de Sérgio Cabelo, morto em Ananindeua; Justiça reconheceu homicídio duplamente qualificado.

05/11/2026 às 05h21
Por: Redação Fonte: Magno Fernandes/DOL
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cameraSérgio Francisco da Costa Júnior, o Sérgio Cabelo, era conselheiro do Paysandu e foi assassinado em novembro de 2024, em Ananindeua. | Reprodução/ Redes Sociais
cameraSérgio Francisco da Costa Júnior, o Sérgio Cabelo, era conselheiro do Paysandu e foi assassinado em novembro de 2024, em Ananindeua. | Reprodução/ Redes Sociais

A morte de Sérgio Francisco da Costa Júnior, conhecido como Sérgio Cabelo, conselheiro efetivo do Paysandu, teve um novo desfecho na Justiça nesta quarta-feira (4). Mais de um ano após o assassinato, um dos envolvidos na execução foi condenado a 15 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelo Tribunal do Júri de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

O condenado, Ozimar Silva Brito, foi apontado como responsável por pilotar a motocicleta utilizada na ação criminosa. Segundo a sentença, ele atuou em coautoria no homicídio, levando o executor dos disparos até o local e garantindo a fuga logo após o crime. Sérgio Cabelo foi assassinado na manhã de 28 de novembro de 2024, por volta das 7h, quando saía de sua residência, em Ananindeua.

De acordo com a decisão judicial, a ação foi premeditada. Ozimar teria viajado de Tailândia para Ananindeua e passado a noite em um hotel com o comparsa antes da execução. A motivação apontada na sentença foi a cobiça, associada à promessa de recebimento de vantagem financeira pela participação no crime.

Júri reconheceu duas qualificadoras

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu o homicídio duplamente qualificado, considerando o motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na definição da pena, o magistrado estabeleceu inicialmente 14 anos de reclusão. A condenação foi elevada para 16 anos em razão da segunda qualificadora, considerada como agravante, mas reduzida para 15 anos após o reconhecimento da confissão parcial.

Na delegacia, Ozimar admitiu que conduziu a motocicleta utilizada na execução, declaração considerada pelo juiz na dosimetria da pena.

Condenado não poderá recorrer em liberdade

Além da condenação, o magistrado negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.

Ozimar Silva Brito estava preso preventivamente desde 22 de agosto de 2025 e deverá permanecer custodiado após a decisão do Tribunal do Júri.

O julgamento representa mais um capítulo do processo judicial sobre o assassinato de Sérgio Cabelo, que, além de sua ligação com o Paysandu, era conhecido por sua atuação como conselheiro efetivo do clube bicolor.

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