Quarta, 30 de Setembro de 2026
27°

Parcialmente nublado

Parauapebas, PA

Anúncio
Saúde SAÚDE PÚBLICA

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto

O Ministério da Saúde trabalha para ampliar o acesso do medicamento à população por meio do Sistema Único de Saúde. Confira!

30/09/2026 às 06h08
Por: Redação Fonte: Ministério da Saúde
Compartilhe:
O Ministério da Saúde destaca que diversas ações foram feitas no ano passado com o objetivo de viabilizar as canetas emagrecedoras ao sistema público de saúde no Brasil. | Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde destaca que diversas ações foram feitas no ano passado com o objetivo de viabilizar as canetas emagrecedoras ao sistema público de saúde no Brasil. | Foto: Reprodução

O preço das canetas emagrecedoras no mercado brasileiro caiu cerca de 70% nas farmácias e o Ministério da Saúde já trabalha para ampliar o acesso desse medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo estimativas da pasta, a previsão é de que R$ 1,5 bilhão em orçamento sejam investidos em remédios gratuitos à população, com possibilidade de redução de 80% a 90% nos preços.

O Ministério da Saúde destaca que diversas ações foram feitas no ano passado com o objetivo de viabilizar as canetas emagrecedoras ao sistema público de saúde no Brasil.

“Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A redução nos preços dos medicamentos resultou na multiplicação desses produtos, entre eles, as canetas emagrecedoras. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o número de pessoas que fazem uso desses remédios passou de 400 mil para 750 mil por mês.

"Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço. Estamos projetando que, a um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano, a gente consegue trazer esses produtos e incorporar no SUS”, afirmaou o titular da pasta.

Incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS)

Por conta dos resultados, o Ministério da Saúde apresentou um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que deve fazer a análise.

"Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, destaca Padilha.

Alinhamento com a OMS

A iniciativa do MS está em comum acordo com as recomendações receeentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) acerca do uso da GLP -1 no tratamento da obesidade.

A entidade ressaltou que o uso correto desses medicamentos associados a uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos são fundamentais para o sucesso dos resultados.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários