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Mundo MAIS DE 4 MIL CASOS

Epidemia de ebola na República Democrática do Congo soma mais de 2 mil mortes

A epidemia está com taxa de mortalidade em 45,9% de acordo com dados das autoridades congolesas divulgadas nesta nesta terça-feira (11).

12/08/2026 às 05h19
Por: Redação Fonte: Correio do Povo
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Os números aproximam o atual surto da epidemia registrada entre 2018 e 2020, considerada a mais letal da história do país. | (Unicef/Carmel Ndomba Mbikayi)
Os números aproximam o atual surto da epidemia registrada entre 2018 e 2020, considerada a mais letal da história do país. | (Unicef/Carmel Ndomba Mbikayi)

A epidemia de ebola que atinge a República Democrática do Congo (RD Congo) já provocou 2.011 mortes entre 4.381 casos confirmados, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades de saúde do país nesta terça-feira (11).

Os números aproximam o atual surto da epidemia registrada entre 2018 e 2020, considerada a mais letal da história da RDC. Na ocasião, cerca de 2.300 pessoas morreram entre aproximadamente 3.500 casos registrados.

Surto avança em regiões afetadas por conflitos

O atual surto teve origem na província de Ituri, no nordeste da RDC, e posteriormente se espalhou para outras áreas do leste e nordeste do país. As regiões afetadas enfrentam conflitos armados, presença limitada do Estado e dificuldades de acesso a serviços de saúde.

A taxa de mortalidade da epidemia está em 45,9%, de acordo com as autoridades congolesas. O cenário preocupa especialistas devido à estrutura limitada das unidades de saúde e aos desafios para controlar a disseminação do vírus.

A situação também levou especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) a recomendar a realização de testes clínicos com uma vacina já utilizada contra o ebola. A proposta ocorre diante da ausência de uma vacina específica para a variante Bundibugyo, responsável pelo surto atual na RDC.

Vacina Ervebo pode ser avaliada em novos testes

Segundo especialistas da OMS, já existem dados suficientes, principalmente relacionados à segurança da Ervebo, para considerar uma avaliação de fase 3. Essa etapa costuma envolver milhares de participantes e busca medir a eficácia do imunizante em uma escala mais ampla.

Doses da Ervebo provenientes da reserva mundial de vacinas contra o ebola, criada e financiada pela Gavi, devem ser disponibilizadas para apoiar os possíveis ensaios clínicos.

A reserva, produzida pela farmacêutica americana Merck, conta com quase 500 mil doses. Parte dos imunizantes é mantida na própria RDC devido à recorrência de surtos da doença no país.

Criada em 2000, a Gavi reúne governos, organizações internacionais, empresas e outros parceiros para ampliar o acesso a vacinas em países em desenvolvimento.

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