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Polícia PARAUAPEBAS

Família procura a Polícia Civil alegando que idosa com Alzheimer levou golpe de R$ 30 mil

Caso envolve suposta fraude em empréstimo bancário intermediado por empresa de crédito; família busca justiça.

10/03/2026 às 05h03 Atualizada em 11/03/2026 às 07h58
Por: Redação Fonte: Correio de Carajás
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Jaílson alega que valores foram repassadas a conta pessoal da pessoa que atendeu a idosa/ Foto: Divulgação
Jaílson alega que valores foram repassadas a conta pessoal da pessoa que atendeu a idosa/ Foto: Divulgação

Uma família de Parauapebas denuncia que a idosa Maria Madalena Alves Lima, de 72 anos, diagnosticada com Alzheimer, foi vítima de um golpe que resultou em prejuízo de mais de R$30 mil. O caso foi registrado na última sexta-feira (6) na Delegacia de Polícia Civil e envolve suposta intermediação fraudulenta de um empréstimo bancário realizado em dezembro passado.

Segundo o boletim de ocorrência, Maria Madalena teria sido enganada durante um processo de contratação de crédito intermediado por Ana Caroline dos Santos, representante da empresa Megacred. Ana Caroline negou ao Correio de Carajás qualquer prática criminosa (leia mais abaixo) e a empresa não atendeu às tentativas de contato da reportagem.

O filho da idosa, Jaílson Lima, afirma que a empresa foi procurada pela própria família, que solicitou um empréstimo consignado. Ana Caroline teria se apresentado como promotora de vendas e conduzido todo o procedimento.

Ocorre que, segundo o filho da idosa, a situação saiu do controle quando valores começaram a aparecer na conta da mãe de forma diferente do combinado: “ela fez o empréstimo, mas era para ser em um benefício só. Depois descobrimos que ela fez em dois benefícios sem nossa autorização”, relata.

O filho afirma que, após parte do dinheiro do empréstimo cair na conta da idosa, a família decidiu cancelar a operação. Nesse momento, segundo ele, a intermediadora teria orientado que o valor fosse devolvido por meio do pagamento de boletos. “Ela disse que o banco tinha depositado um dinheiro que a gente não queria e que precisava devolver. Aí gerou dois boletos e eu paguei, achando que assim o banco ia cancelar o empréstimo”.

Mais tarde, ao procurar o banco, Jaílson descobriu que a situação era diferente do que havia sido explicado. “Quando fui sacar o benefício da minha mãe, já estava descontado. No banco me disseram que tinha sido aberta uma conta em outro banco no nome dela, mas minha mãe nunca abriu conta nenhuma”, afirma.

De acordo com ele, ao acessar o aplicativo da instituição financeira, foi possível identificar transferências feitas no mesmo dia para uma conta que, segundo os registros apresentados à polícia, estaria em nome da suspeita. O prejuízo estimado pela família chega a cerca de R$ 30.900. Jaílson afirma que tentou resolver a situação diretamente com a mulher, que teria prometido devolver o dinheiro, mas que isso não aconteceu.

O caso se torna ainda mais delicado porque, segundo o filho, a mãe depende do benefício para cuidados básicos de saúde. “Minha mãe está doente, precisa de remédio e de alguém para cuidar dela. Esse dinheiro era justamente para ajudar nisso”, lamenta.

Procurada, a Polícia Civil informou que está investigando o caso.

OUTRO LADO

Ao Correio de Carajás, Ana Caroline relatou que a operação foi realizada pela empresa que representa e que ela própria se deslocou até a residência da cliente após um chamado da nora da idosa.

Segundo a representante, os valores chegaram a ser aprovados nos dois benefícios da cliente, mas posteriormente Jailson teria considerado que a operação não seria viável. Diante disso, foi solicitado o cancelamento de duas das operações. Ela explicou ainda que o estorno não foi feito diretamente da conta da cliente, o que teria gerado dificuldades para a baixa do contrato.

Ainda de acordo com ela, diante da demora na resolução, houve uma conversa com Jailson para que ele permanecesse com os valores integrais das operações. Ana Caroline reconheceu que houve atraso na solução do caso, mas afirmou que o prazo estabelecido para que tudo seja resolvido é até quinta-feira, dia 12 de março.

Ana Caroline acrescentou ainda que, na avaliação dela, o cliente teria procurado as autoridades como forma de pressionar a empresa, por acreditar que a situação não seria resolvida.

A representante finalizou declarando que a empresa possui todas as evidências das operações realizadas, que, de acordo com ela, foram formalizadas mediante biometria. (Com informações da Polícia Civil)

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