
A Secretaria Municipal de Saúde de Canaã dos Carajás (Semsa) divulgou, neste mês de fevereiro, os dados do Boletim de Saúde referente ao ano de 2025. De acordo com o informativo, foram registradas 2.797 notificações de doenças no município, o que corresponde a uma média de 233 casos por mês. Entre os agravos mais notificados estão a dengue com 385 casos, seguida pelos 356 atendimentos antirrábicos e, em terceiro lugar, a sífilis com 211 casos.
O secretário municipal de Saúde, Francisco Neto, destacou três prioridades de atuação da pasta, sendo a dengue o principal desafio. “O combate nas ruas é contínuo e a rede de saúde segue em alerta, mas o engajamento da população é fundamental para a prevenção. Esse trabalho também envolve a sociedade, por meio de ações de promoção, prevenção e proteção à saúde da população.”, pontuou.
A Semsa atua na prevenção das doenças transmitidas pela picada do Aedes aegypti por meio do combate ao mosquito vetor. Além das inspeções em imóveis residenciais, comerciais e terrenos baldios, estão sendo realizados mutirões quinzenais nas áreas mais críticas e de alto risco do município, especialmente nos bairros com maiores índices de infestação.
Outro foco do trabalho desenvolvido no município é a sensibilização das famílias quanto à importância da vacinação infantil. Em relação à cobertura vacinal, as metas de 100% para BCG e hepatite B foram alcançadas. No entanto, algumas vacinas contra doenças preveníveis tais como poliomielite, pneumonia, sarampo ainda apresenta índices abaixo do esperado.
“Na vacinação infantil, precisamos vencer a resistência de parte das famílias, agravada pela disseminação de fake news e, em alguns períodos, pela falta de imunizantes. Vamos intensificar o diálogo direto com a população para superar essas barreiras culturais e garantir a proteção contra doenças como a pólio e a pneumonia. Paralelamente, já solicitamos ao Estado a ampliação do envio de doses para o município.”, ressaltou o secretário.
Em 2025, foram registrados 401 óbitos. Dentre algumas das principais causas temos: doenças do aparelho circulatório, doenças respiratórias, câncer e acidentes de trânsito, que representam cerca de 42% das mortes externas. “Por fim, vamos atuar nas causas da mortalidade desde a raiz: fortalecer o acompanhamento de pacientes crônicos na Atenção Primária e avançar em ações intersetoriais voltadas à segurança no trânsito, que hoje responde por mais de 40% das mortes evitáveis em nossa cidade. Também estamos preparando a rede de saúde para enfrentar possíveis picos sazonais.”, concluiu Francisco Neto.
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