

Pesquisadores da Moderna e da MSD divulgaram, na última terça-feira (20) resultados animadores para o combate ao melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Um estudo clínico com cinco anos de acompanhamento mostrou que a vacina personalizada mRNA-4157 (V940), quando combinada com o imunoterápico Keytruda, pode reduzir significativamente o risco de retorno da doença em pacientes de alto risco.
O teste envolveu 157 pacientes nos estágios III e IV do melanoma, todos submetidos à cirurgia para remover o tumor. O acompanhamento revelou que o tratamento combinado reduziu em 49% o risco de recorrência ou morte, em comparação com o uso isolado do Keytruda. Além disso, a resposta imunológica se manteve ao longo de todo o período de observação.
A vacina funciona de forma personalizada, utilizando o sequenciamento genético do tumor de cada paciente para treinar o sistema imunológico a identificar e atacar especificamente as células cancerígenas. O estudo não apontou novos efeitos adversos relevantes, reforçando a segurança da combinação.
Especialistas destacam que o avanço representa um marco no uso de vacinas terapêuticas contra tumores sólidos, oferecendo esperança a pacientes que enfrentam o melanoma avançado, conhecido por seu alto potencial de metástase. A fase final dos testes clínicos, iniciada em 2023, deve ser concluída apenas em 2030, mas os dados já indicam resultados promissores.
No Brasil, o melanoma representa cerca de 4% das neoplasias malignas da pele, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), reforçando a importância de tratamentos inovadores que possam reduzir a mortalidade e a recorrência da doença.
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