
Neste dia 30 de dezembro, Tucuruí, um dos mais importantes municípios do sudeste paraense, celebra 78 anos de sua emancipação política. A data marca a autonomia de um município que, embora relativamente jovem, possui uma história rica e complexa, profundamente entrelaçada com o desenvolvimento da Amazônia, a força do Rio Tocantins e a grandiosidade da engenharia nacional. Desmembrado de Baião, Tucuruí transcendeu sua origem como colônia militar para se tornar um polo de energia, economia e cultura na região de Carajás.
A história de Tucuruí é muito mais antiga que seus 78 anos de emancipação. Fundada em 1779 como uma colônia militar portuguesa, a localidade é a mais antiga ainda existente no sudeste do Pará. Seu nome, de origem tupi-guarani, significa “rio dos gafanhotos”, uma poética referência à fauna local. A região, habitada originalmente pelos povos Assurinis do Trocará, Parakanãs e Gaviões da Montanha, viu sua paisagem e destino serem transformados para sempre com a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, um marco da engenharia brasileira e um divisor de águas na história do município.
A construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, iniciada em 24 de novembro de 1974 e inaugurada em 22 de novembro de 1984, redefiniu a identidade e a economia de Tucuruí. Com uma capacidade instalada de 8.370 MW, a usina é a segunda maior hidrelétrica 100% brasileira, superada apenas por Belo Monte.
Sua barragem de 11 quilômetros de extensão e 78 metros de altura domou as águas do Rio Tocantins, criando um gigantesco lago de 2.875 km² e 1.700 ilhas, um novo ecossistema que, ao mesmo tempo em que gerava energia para o país, submergia histórias e povoados. O impacto social foi imenso, levando à criação de novos municípios, como Novo Repartimento e Breu Branco, para abrigar as populações deslocadas.
Hoje, a hidrelétrica não é apenas a principal força motriz da economia local, com um PIB municipal que ultrapassa os R$ 5,6 bilhões, mas também um pilar do Sistema Interligado Nacional (SIN), garantindo o abastecimento de energia para toda a Região Norte e outras partes do Brasil. A presença da usina impulsionou o crescimento populacional, que saltou de menos de 5.000 habitantes na década de 1960 para mais de 116 mil em 2021, e consolidou Tucuruí como um centro de referência em serviços e infraestrutura na região.
Além da geração de energia, Tucuruí se destaca por seu potencial turístico e econômico. O lago da barragem, com sua vasta extensão e beleza cênica, oferece oportunidades para o turismo ecológico, a pesca esportiva e a aquicultura. A cidade, que conta com uma infraestrutura urbana em constante desenvolvimento, é um polo comercial e de serviços para os municípios vizinhos. O acesso a Tucuruí é feito principalmente pela rodovia PA-263, que a conecta a importantes eixos rodoviários como a PA-150 e a BR-422, esta última com trechos em processo de asfaltamento, o que promete melhorar ainda mais a logística e a integração regional.
O Rio Tocantins, que corta o município, continua sendo uma via de transporte fundamental, com a eclusa da barragem permitindo a navegação fluvial e o escoamento da produção. Neste aniversário de 78 anos, Tucuruí celebra sua trajetória de transformação, de uma pequena colônia militar a um gigante da energia, e olha para o futuro com a certeza de sua importância estratégica para o desenvolvimento do Pará e do Brasil. A cidade, que nasceu das águas e da força de seu povo, segue como um farol de progresso no coração da Amazônia.
O Município é gerido pelo prefeito Alexandre Siqueira, em seu segundo mandato. A Prefeitura, além da inauguração de obras neste período, realizou uma série de shows comemorativos em praça pública com atrações como Bruno & Marrone, Zé Felipe e Kailane Frauches.
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